Dicas para a volta as aulas

Oie,

Um dos períodos mais aguardados do ano pelas crianças está chegando ao fim e assim, as escolas se preparam para receber os alunos que ficaram semanas descansando de férias. Contudo, não são somente as instituições de ensino que precisam se preparar. É necessário que pais e filhos também se organizem e entrem no ritmo de volta às aulas.

dicas para voltar às aulas

Para isso a analista de comportamento e diretora da IEAC (Instituto de Educação e Análise do Comportamento), Michelli Freitas compartilhou com a gente dicas para que o retorno às atividades escolares seja o mais prático possível:

1 – Horário: Os pais precisam organizar os horários dos filhos com dias de antecedência. Isto vale para os horários de dormir, refeições e outras atividades.

2 – Relembre: Faça passeios em museus ou atividades que resgatem conhecimentos escolares e assim preparam o cérebro para voltar ao ritmo de aprendizado novamente.

3 – Organização: Ensinar as crianças a partir de seis anos a usarem o calendário ou planner, para que comecem a ter senso de responsabilidade com a rotina e atividades importantes. Deixe que escolham a agenda com a temática da preferência deles e que se envolvam no processo.

4 – Planejamento: Para as crianças acima de oito anos é importante ensinar a fazer listas de tarefas e também respeitar prazos.

5 – Programação: Aproveite as dicas acima e crie também um calendário familiar já com a programação para o semestre.

6 – Família: Aproveite os momentos em família para relembrar as regras da casa e como regular o uso de eletrônicos, bem como reservar um horário para que todos possam estar juntos.

7 – Diálogo: Converse com as crianças sobre o que elas esperam da volta às aulas. Questione se estão animadas, ou não e as razões.

8 – Afeto: Para os mais novos, combine encontros com os coleguinhas, para que os laços possam ser reativados entre as crianças.

9 – Compras: Faltam itens que precisam ser repostos para a volta às aulas? Que tal irem todos juntos fazer estas compras? Será um momento de conhecimento para ambos.

10 – Lazer: Com a ajuda dos pequenos, bole uma lista de atividades de recreação para fazer após a escola.

11. Preparo: Cheque os uniformes, mochilas e lanches no dia anterior para não ter surpresas.

12 – Mudanças de comportamento: Notou algum problema específico, dificuldade, alteração de comportamento nas férias? Hora de avisar a escola e os professores para que fiquem atentos e ajudem a entender o que está acontecendo.

13 – Controle a ansiedade: Com o cronograma de aulas em mãos, converse com a criança e explique como será o semestre e o que será aprendido para alinhar a ansiedade e expectativa.

14 – Novas atividades: Pode ser um momento de pensar em uma atividade extracurricular. Pais e filhos podem escolher juntos e debaterem esta nova rotina.

15 – Paciência: Os pais devem estar preparados para contratempos e toda a readaptação dos estudantes. Momentos de caos podem surgir, contudo é extremamente necessário para ajustar a rotina novamente.

16 – Minhas férias: Estimule os filhos a contarem tudo o que fizeram nas férias. Que tal levar para o primeiro dia algumas lembranças em forma de fotos ou itens que relembrem ou representem o que a criançada fez longe da escola? Com certeza eles têm muito a contar e os amiguinhos vão adorar saber!

rotina de volta as aulas

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dicas para criar os filhos

Oie,

A cena recorrente: em meio aos corredores de um mercado a criança começa a chorar, gritar e espernear, exigindo que os pais comprem um determinado produto. Os adultos tentam, sem sucesso, acalmar o filho. Todos dentro do estabelecimento, começam a observar a situação com olhares de julgamento. Neste momento, pressionados a tomar uma medida definitiva para resolver a questão, os pais acabam por gritar com a criança, reagir com agressividade ou simplesmente acabam cedendo ao apelo do filho.

Mas afinal, como saber a coisa certa a se fazer ou a se dizer em casos como este? Como ter maturidade emocional para dizer não ao seu filho e lidar com outras crises relacionadas ao comportamento infantil?

Para a psicóloga e pedagoga Tania Queiroz, autora do livro Pais Imaturos, Filhos Deprimidos e Inseguros, a maturidade emocional não é algo que necessariamente cresce com a idade cronológica: não nos tornamos emocionalmente maduros quando envelhecemos. A maturidade emocional é geralmente aprendida e não instintiva, e este é uma das principais dificuldades apontadas pelos adultos que têm a tarefa de educar uma criança.

Só podemos vencer o mal comportamento se tivermos consciência de que se origina em nós e depois nas crianças e jovens, por isso precisamos primeiramente conhecê-los, aceitá-los, amá-los, para então transformá-los. Algumas crianças pensam que o mau comportamento é capaz de colocá-las em evidência, de se tornarem o centro da atenção dos seus pais.

Os filhos refletem as atitudes dos pais, aprendendo com o que fazemos e não com o que falamos. Cada pai e mãe tem dos seus filhos exatamente o estilo de vida que fornece a eles. Os filhos reagem segundo o que veem e são ensinados através dos exemplos de seus responsáveis.

Entre as características dos pais que qualifica como maduros emocionalmente está a capacidade de saber dizer não, saber perdoar, não reclamar o tempo todo, possuir empatia, não castigar e nem punir quando estão no auge de suas emoções. Conhecer e gerenciar as próprias emoções, assumir os próprios erros e as consequências das próprias escolhas e compreender o estado emocional dos filhos são habilidades que podem ser desenvolvidos e trabalhadas. Pais maduros usam a sabedoria para cativar, instruir e enfrentar as dificuldades emocionais dos filhos.

como lidar com os filhos fazendo birra

Para auxiliar pais a desenvolverem a maturidade necessária para lidar com os desafios na criação dos filhos, confira dez conselhos práticos:

1 – Desenvolver autoestima e autoconhecimento

Pais precisam perceber a si mesmos, as emoções e sentimentos para chegarem às emoções e aos sentimentos de seus filhos. Precisam tornar-se emocionalmente conscientes, ou seja, ter capacidade de reconhecer e identificar as próprias emoções positivas e negativas.

2 – Desenvolver autocontrole

Pais com maturidade emocional contornam a situação, são instruídos a passar pelas fases de sucesso e pelas fases de fracasso com esperança de dias melhores. E aproveitam essas lições para ensinar aos filhos que a vida não é “somente flores”, como diz o ditado popular.

3 – Aprender a lidar com sentimentos de raiva, medo e tristeza

A maturidade emocional tem como características o autodomínio, o que significa manter as emoções sob controle, resolver problemas com calma, coragem e sabedoria, tomar decisões, ter atitudes positivas, ser resiliente e grato. Examine-se e tente detectar se há maturidade no seu comportamento para poder alterá-lo com o esforço da sua vontade.

4 – Aprender com os erros e aceitar que não é perfeito

Nada ensina mais que o exemplo e já sabemos disso, seus filhos precisam enxergar em você um pai real, de carne e osso, que está expostos a decpções, desenganos e erros. Eles poderão observar a forma que você atua no palco da vida e seguir seus passos.

5 – Reconhecer e apreciar as conquistas pessoais

Quando os pais têm um mindset de crescimento acreditam que qualquer criança ou adolescente pode crescer e se aperfeiçoar por meio de dedicação e esforço, eles são mais comprometidos com o desenvolvimento de seus filhos e com o próprio. Notam melhoras no desempenho dos filhos e recebem bem suas críticas.

6 – Não dramatiza os fatos da vida

Para estabelecer uma relação emocional profunda com seus filhos, é importante que eles falem para você sobre o que estão sentindo, o porque estão sentindo, de onde veio esse sentimento negativo, a tristeza, a frustração, quando tudo começou, sem se irritar sem castigá-los caso se expressem de forma negativa ou até irada. Ouça seus filhos, seja amigo deles, e evite julgamentos, depreciações e intimidações.

7 – Desenvolver pensamentos otimistas

Os pais maduros aprendem, evoluem e ensinam aos seus filhos que a felicidade é fruto da vontade e está relacionada à maneira de ser no mundo, no gerenciamento das próprias emoções, na utilização das habilidades pessoais, emocionais e sociais, no otimismo, na responsabilidade com o próprio destino e no compromisso em construir uma vida mais feliz.

8 – Agir mais e reclamar menos

Pais maduros ensinam que há situações em que é necessário sair da posição de rigidez, que ter razão nem sempre é uma virtude, que ceder é louvável e que palavras brandas afastam a fúria.

9 – Desenvolver empatia

Muitas vezes, as crianças expressam as emoções de forma indireta, com agressividade e mau comportamento. O papel dos pais maduros é reconhecer esses sentimentos sem agredir ou punir seus filhos, mas com compreensão e amor. Ao contrário do que dizem, isso não é intencional. Por isso, entender sinais e ler comportamentos é importante.

10 – Aprender a lidar com perdas e frustrações

As pessoas emocionalmente maduras experimentam dor? Sim, mas quando sofrem uma perda, elas se permitem sentir completamente a tristeza e o vazio, que representa essa perda. Elas são honestas consigo mesmas quanto a seus sentimentos. Essa honestidade lhe permite avançar e superar a sua dor.

como lidar com o comportamento dos filhos

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dicas para lancheiras das crianças

Oie,

A família apresenta um papel fundamental a formação dos hábitos alimentares da criança dentro de casa. Na primeira infância, em particular, a presença e a influência dos pais são essenciais na escola de alimentos. Apesar disso, quando se fala em construir padrões alimentares saudáveis, algumas dificuldades do mundo atual podem influenciar, como a falta de tempo e a rotina agitada dos pais, a ida à escola cada vez mais cedo e a criatividade para estimular o gosto pelos consumos de alimentos nutritivos.

saiba como preparar o lanche das crianças

No dia a dia, determinadas estratégias podem facilitar o processo de construção de hábitos saudáveis das crianças. Veja 5 delas:

1 – Educar é levar a criança para colocar a mão na massa

A infância é a fase onde a criança apresenta maior curiosidade com as coisas ao seu redor. Por isso, um primeiro passo para educá-la em relação à comida é fazer com que ela cozinhe também. Essa é considerada uma estratégia eficiente para estimular o seu paladar desde o começo da preparação, onde ela observará as texturas, cores e as combinações que podem ser feitas com os alimentos, incentivando a importância do seu consumo. Assim, aumenta-se a sua vontade para provar aquilo que ela mesma elaborou na cozinha.

2 – Consuma os alimentos saudáveis junto ao filho

O exemplo dos pais é o ponto fundamental para melhorar as escolhas das crianças. Esse público costuma apresentar diferentes questionamentos, principalmente em relação à comida. Quando os adultos dizem que determinado alimento é saudável e, ao mesmo tempo, consomem ele na frente da criança, ele passa confiança para ela também consumir. Portanto, a refeição baseada em legumes e verduras deve estar presente na mesa de toda a família.

3 – Experimente combinações diferentes que deixem a comida colorida e divertida

As crianças se interessam por experiências novas, e esse interesse pode ser usado a favor dos pais. Um prato colorido, com diferentes legumes e verduras em formato de “desenhos” pode ser uma estratégia vantajosa para estimular a curiosidade do filho em relação ao alimento. Usar a criatividade nessa fase é ideal para diversificar a apresentação dos alimentos à criança.

4 – Crie um ambiente agradável para as refeições

A definição de horários das refeições do dia: café da manhã, almoço e jantar. O ideal é que os pais sempre estejam junto a elas na hora de comer, para estimular os seus hábitos. O ambiente deve ser calmo, tranquilo e aconchegante para que a família possa interagir entre si. Evitar distrações como uso de celular, televisão ligada ou videogame também faz parte do roteiro.

5 – Use a criatividade para montar a lancheira

A escola é um ambiente influenciador de hábitos alimentares. Por isso, é ideal sempre oferecer os alimentos que a criança come em casa, na lancheira escolar. A escolha de produtos saudáveis deve ser estimulada em todos os momentos do dia, seja em casa, ou na escola.

Cabe aos pais montarem a lancheira com equilíbrio e imaginação!

Karla Maciel, nutricionista consultora da E4 – CRN: 46500-2

saiba como montar uma lancheira para as crianças

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brigas entre irmãos

Oie,

Temos que aceitar o fato: brigas entre irmãos faz parte da vida de qualquer família. Não só é inevitável, como também é um meio de aprendizado sobre relacionamentos e negociações. No entanto, as disputas constantes podem transformar a rotina diária em um verdadeiro caos. Daí, cabe aos pais intervir e disciplinar seus filhos. Mas como ajudar sem parecer que está tomando partido de algum lado?

como evitar as brigas entre os irmãos

Evitar os confrontos e ainda ser imparcial pode parecer uma tarefa difícil, mas não impossível. Confira 5 dicas que poderão melhorar a harmonia e a convivência entre seus filhos:

1 – Não rotule e nem compare: Até pequenos rótulos colocam mais lenha na fogueira. Se a mãe chama um de “o estudioso”, automaticamente entende-se que o outro não gosta de estudar. Fazer comparações no meio de uma briga, então, só piora a situação. É muito comum ouvir “seu irmão está quieto, para de implicar com ele”. Qualquer coisa que você diga a favor de um, vai soar como proteção. E isso só vai alimentar sentimentos ruins, como ciúme, inveja e baixa autoestima.

2 – Reserve um tempo do seu dia para cada um dos filhos: Leia um livro pra um, ajude na lição do outro. Sua atenção deve ser exclusiva, e a qualidade desse tempo precisa ser igual para todos. Dar atenção separadamente fará com que cada um se sinta seguro e amado de forma única, evitando brigas pela disputa do seu afeto.

3 – Seja mediador, não um juiz: Durante uma briga entre os filhos, jamais tome partido de alguém. A rivalidade só vai aumentar. Seu papel é mediar, e não julgar. Traga os dois lados para conversar e ajude-os a chegar a uma solução que seja boa para ambos. Desse modo, não haverá ganhadores ou perdedores, e eles ainda aprendem uma habilidade importante para futuros conflitos.

4 – Não obrigue as crianças a dividir: Aprender a dividir é muito importante, assim como aprender a ter limites. Porém, quando a criança é forçada a dividir algo com o irmão, irá assimilar isso como uma coisa negativa, e não vai querer fazer de novo. Ao invés de obrigar a criança a emprestar o brinquedo, tente outra abordagem como “é o brinquedo novo do seu irmão, você terá sua vez quando ele acabar de brincar”. O dono do brinquedo se sentirá seguro e, com o tempo, menos possessivo. Assim, o ato de emprestar se tornará natural e espontâneo.

5 – Tolere as crises de raiva: Crianças repetem um determinado comportamento que funcionou para elas. Quando os pais cedem às crises de raiva e dizem “dá a vez para o seu irmão agora”, estão incentivando a rivalidade entre os irmãos e mostrando que a birra é uma boa tática para conseguir o que quer. Mostre que a crise de raiva não funciona e espere passar sozinha. Ignorar os rompantes pode ser difícil, especialmente em locais públicos. Mas lembre-se que a crise é o meio que a criança usa, temporariamente, para demonstrar sua insatisfação, e não há problema nisso. Aprender a relevar esses pequenos desapontamentos servirá para a vida futura de seus filhos, além de resultar em uma maior tranquilidade em casa.

saiba como evitar que seus filhos briguem

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